Alunos lançam Sinapse e buscam recursos

O final do ano chega com a conclusão de diversos projetos, mas isso não significa que os alunos ainda têm muito a realizar, e o Open City é um ótimo exemplo disso. Na última quinta- feira, 03 de novembro, os alunos lançaram o projeto Sinapse no site de financiamento coletivo Catarse. No mesmo dia, receberam a visita de representantes do projeto Alconscientes, de Heliópolis.

O projeto Open City surgiu em 2011, de uma parceria entre Colégio Bandeirantes, MIT (Massachusetts Institute of Technology), Universidade de Harvard e BandTec, com a missão de usar a tecnologia para melhorar a qualidade de vida dos moradores de São Paulo, buscando uma cidade mais aberta e participativa. Os alunos ouviram pesquisadores e empreendedores, consultaram as necessidades de seus colegas e chegaram a seu produto final: uma plataforma virtual na qual os usuários podem compartilhar, avaliar e complementar resumos, exercícios e outros materiais de estudo.

Esse é Sinapse, concebido pelos alunos e que conta com colaboração da comunidade Band para sair do papel. O projeto já está finalizado e tem seus primeiros rascunhos de tela, e tem o objetivo de captar 6 mil reais para sua execução, usando o financiamento coletivo. Até o dia 17 de dezembro, as doações podem ser feitas no site Catarse.

E essa não foi a única novidade do Open City, que também recebeu o projeto Alconscientes na quinta-feira. No encontro, foi possível descobrir muitos pontos comuns entre o Sinapse e o projeto de prevenção do uso indevido álcool em Heliópolis. Ambas iniciativas usam a comunicação para mobilizar uma comunidade a fim de melhorar a qualidade de vida dos seus integrantes. Os Jovens Alconscientes usam o espaço da rádio de Heliópolis, primeira rádio comunitária registrada de São Paulo, para falar aos jovens da comunidade sobre os riscos do consumo do álcool, além disso promovem “blitz” entregando panfletos informativos, utilizam o site http://jovensalconscientes.com.br/ para divulgar as atividades e organizam a Balada Black, festa que acontece mensalmente sem a comercialização de nenhum tipo de bebida alcoólica. Contribua com o Sinapse.

Arte na Cidade

Músicos, artistas plásticos, intelectuais, boêmios. A Vila Madalena é um conhecido pólo cultural da cidade de São Paulo. Para entender melhor de que forma a arte interliga a comunidade os alunos do Idade Mídia foram até a Vila Madalena para uma “trilha artística”.

O “tour” começou pelo atelier de Sérgio Fabris, autor de uma série de quadros, muitos deles em coleções internacionais, que tem São Paulo como sua maior inspiração. “Adorei as colagens e as obras tridimensionais que nós vimos por lá, tudo muito original”, contou a aluna Maria Alice Gregory.

Depois, o grupo seguiu para o acervo da Galeria Choque Cultural (que é um espaço pouco conhecido, bem maior que a galeria em si), que expõe trabalhos de artistas do mundo inteiro e está voltada ao público jovem. “Eu gostei especialmente da Choque Cultural por conta dos trabalhos de arte contemporânea e pop art”, disse a estudante e desenhista Fabíola Kim. A galeria hoje é conhecida internacionalmente no circuito das artes plásticas.

Na redação do site Catraca Livre, os estudantes puderam ver de que forma a comunicação reforça os laços que a arte e cultura promovem dentro de uma comunidade. O portal nasceu voltado a eventos que aconteciam na Vila Madalena e hoje abrange toda a capital paulista e região metropolitana, divulgando programas culturais de baixo custo em São Paulo. Muitos alunos acessam frequentemente o site, e ficaram ainda mais interessados com o convite feito pela editora Erika Vieira . “Quem
quiser passar um dia com a gente na redação, vai ser muito bem-vindo”, sugeriu.

Seguindo pela Rua Gonçalo Afonso, a turma conheceu o “Beco do Batman”, um cartão postal da Vila Madalena, famoso por seus muros grafitados e por tornar-se uma galeria a céu aberto.

O ponto final da visita foi a inusitada galeria Alma do Mar, que traz o mar para a Rua Harmonia com seus objetos de decoração e obras de “surf art”. Montada pelo surfista Tito Bertolucci, a Alma do Mar é única na America Latina, inspirada em muitas californianas.

“Indo de um local para outro, a gente viu as paredes grafitas, os muros recuperados pelo projeto Aprendiz, é uma coisa muito presente mesmo”, concluiu Maria Alice.

“Ao flanar por São Paulo é possível entender os laços de identidade cultural que permitem tanta diversidade de estilos num mesmo local. O escritor Edmund White achava isso com relação a Paris, ele que conceituou o verbo; mas é possível flanar por aqui também ”, acredita o professor do Idade Mídia, o Alexandre Sayad.